Nesta semana que passou, as crianças evangélicas não quiseram fazer o dever de casa sobre cultura africana.

Jair Bolsonaro deu um murro na barriga de Randolfe Rodrigues.

Pastor Lucinho cheirou a bíblia, para mostrar à juventude que a bíblia dá mais prazer do que as drogas.

Marco Feliciano chamou a polícia para prender as meninas se beijando no meio do culto. Disse que oraria pela salvação delas.

O dono da pasta Barilla falou que não quer saber de vender macarrão para viado.

A fixação anal – sem meias palavras: a mania de cu – da Bahia contemporânea virou matéria de um jornal.

E os sádicos de um outro fizeram a dondoca rica trocar a limusine pelo ônibus, e a empregada dela andar por um dia de carro, só para ver como é que é.

E Dilma – essa foi a melhor – Dilma encontrou Dilma Bolada.

Nesta semana que passou, estive preocupado em arranjar uma casa para morar; descolei um trabalho de jurado de concurso literário infanto-juvenil; e o resto do tempo passei desperdiçando minha saúde com um par de serviços que em nada alterarão os desarranjos desse mundo, em troca de trinta dinheiros, nada mais.

Então ocorre que, misturando isso aí tudo, minha cuca ferveu antes que eu pudesse reunir coisa sequer que prestasse em grau de concorrer com as anedotas desse museu de grandes novidades.

Nesta semana que passou, vocês não me levem a mal, meus amigos, mas eu passei.

Ricardo Sangiovanni escreve aos domingos

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