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Não teve iogurte grego, nem suco de manga, nem biscoitinho pra enganar o estômago. Nem o remédio para a micose das unhas, nem aquele outro para proteger o estômago, nem teve troca de absorvente.

Não teve banho, leitura de notícias, likes no Facebook, episódio de seriado, nem leitura de texto enviado por e-mail, nem curso das horas vagas, nem um pouco de música, nem telefonema para os pais para repetir que está tudo bem e o tempo está louco aqui.

Nem saída para almoço de amigos, nem feijoada, nem exposição, nem cinema. Não teve sábado.

Depois de acordar, foi para a varanda e viu que nenhum passarinho tinha pousado ainda no bebedouro que ela colocou lá, com água e mel. Só as formigas desceram pela cordinha presa à planta. Pegou uma manta e sentou-se ali para esperar que viessem.

Veio o fim do dia e a cidade ganhou aquele tom cinza-róseo que só depois de um tempo a gente reconhece e que um belo dia aprendeu a gostar. Não é bem gostar, talvez, é só que assenta bem.

Camilla Costa escreve aos sábados.

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