É um alento poder ver em Tom Zé o preenchimento de um vácuo da provocação no ambiente cultural brasileiro.

Se há uma vanguarda musical com base idealística anárquica hoje, seu endereço virtual é em Irará-BA, onde esse mais que tropicalista sempre guarda abrigo.

Tom Zé se reinventa a cada aparição.

Leva consigo uma carga de reflexões imprevistas e fundamentais para a compreensão multifacetada de diversos temas.

Indica como complexificar – afinar – a compreensão do entendimento.

Mas complexifica para simplificar.

É o sujeito que fica ali nos bastidores pensando, criando e ruminando novas ideais em uma velocidade impressionante.

E quando encontra o espaço que lhe é devido, solta sua genialidade teatral.

Com humor, ironia, encanto, colorido, multidirecional, autocrítica. Um multitonal que passeia na amplitude da microtonalidade.

Desconstrói para construir, depois torna a desfazer.

Feito o desfeito do feito refeito.

Ler ouvindo isso aqui ó.

Vítor Rocha escreve aos sábados

 

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