Apois vou chegando ao final de meus 27 anos, e com eles vai-se o que restava de minha esperança de que fosse eu mais um daqueles eleitos – uma daquelas almas iluminadas designadas a vir à Terra, estourar de fazer sucesso, e morrer aos 27.

Cheio de pesar reconheço que não me unirei a Amy Winehouse, nem a Janis Joplin. Tampouco a Kurt Kobain, Jim Morrison, Jimi Hendrix. Nem sequer servirei para engordar a lista, como o menos famoso Brian Jones, aquele ex-Stones.

Também, pudera: com esse violãozinho meieiro que eu toco, mais essa voz de taquara rachada, seria demais mesmo ascender a esse grupo. Se tive esperança, é porque não passo de um grandissíssimo de um pretensioso. De uma figa. Reconheço.

Hoje, quando escrevo, já é sexta de noite, 16; e amanhã, 17 – quando transporei a barreira fatal e chegarei aos 28 – já vem chegando.

Acho que já não morro mais.

Já não morro mais.

Já não mo

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