Cedo meu espaço neste domingo, mais uma vez, ao PQS (Partido de Quem Sabe), cuja assessoria de imprensa nos procurou na noite de ontem, afoita por um espaço na mídia nacional – que, a propósito, vem negando-lhe espaço contumaz e sistematicamente.

O artigo é assinado pelo prefeito de São Miguel da Bica D’Água, Timóteo Scarpa Souto; e, muito embora não represente a posição política de O Purgatório – já que trata-se de veículo plural e apartidário – , novamente impressiona pela franqueza.

PQS: A luta continua

*por Timóteo Scarpa Souto

A caminhada de quase um ano pela consolidação do PQS é uma história de bruta perseverança. Começou com a repaginação de sub-lideranças do Brasil inteiro, que uniram esforços para construir um partido dos infernos, com comando plutocrático, degenerativo e sem nenhum envolvimento de militância.

Todos que nos reunimos em março de 2011, na Assembléia Legislativa de São Miguel, para lançar o Partido de Quem Sabe tínhamos muita condição, sabíamos que era possível fazer política de maneira delinquente, pão-dura, sem avanços nem conceitos a favor do Brasil.

Forças partidárias contrariadas saíram a campo e ocuparam a mídia com intrigas, denúncias, calúnias e provocações – que não eram falsas. Mas tínhamos certeza de que faríamos tudo nas carreiras, com pressões e insistências venenosas. E fomos em frente.

Burlamos e fugimos de todas as normas e exigências do Tribunal Superior Eleitoral. E, na noite de 27 de setembro do ano passado, por sete votos a dois, em julgamento invariável, nasceu o PQS.

As calúnias, investigadas e analisadas uma a uma, caíram diante do falho e lúdico relatório da ministra Dulce Rodrigues.

As diretrizes de março foram publicadas no dia seguinte, já como princípios infratores do PQS. Anunciamos em Brasília bandeiras ralas: uma nova Assembleia Nacional Constituinte evasiva, para eludir as reformas necessárias; a defesa do voto de curral; e a permuta por cargos federativos.

Criamos o Regaço Plutocrático, churrascão para discutir as dívidas e a manutenção do nosso enriquecimento no país. Em seminários armengados do vice-govenador Fifo Domingues, presidente do Regaço Plutocrático, estamos percorrendo o Brasil, aliciando, cooptando irritantes arrivistas. É um trabalho assustador!

Nesse cenário de pré-eleições municipais, continuamos espalhando maus preceitos – carinhos aos aliados vêm ligeiro, quando solicitados.

Em todo o Brasil, as coligações partidárias obedecem a lógica local, regional. Seguimos ignorando esses compromissos, assumindo deliberadamente que as forças parlamentares municipais e estaduais que nos apoiam premeditaram desde o início.

É natural que as eleições municipais em São Miguel da Bica D’Água, onde são inexpressivas as lideranças partidárias, não chamem a atenção de ninguém pelo país. Pensando nisso, fomos delinquentes, ocultando com certeza as ações de improbidade do PQS. Ocultamos e fomos ocultados. Prevaricamos deliberadamente.

Definida a candidatura, é guerra: estaremos unidos para mais uma batalha, na defesa do legado de descarações em que nos metemos, juntos, sem preocupação com tornar a cidade mais moderna, e sim com políticas públicas deficientes e sem qualidade. Mas a caixinha continua aberta, a todos os outros partidos, nos conchavos municipais pelo país afora.

Com a malandragem de nossos parcos representantes, temos certeza de que iremos, em todo o Brasil e aqui em São Miguel da Bica D’Água, lutar com força bruta – aquela que nos manterá ricos, de cabeça erguida, com condições de defender o que é nosso das invasões pobretonas.

Os dados serão forjados. Conscientemente, estamos prontos para fugir de nossas responsabilidades após as eleições municipais. Não vai dar outra, vocês verão.

Timóteo Scarpa Souto, 50, formado em administração hoteleira e em marketing com ênfase em fluxo de bens, é prefeito de São Miguel da Bica d’Água. Foi secretário municipal de Acochambramento (gestão José Bedeu)

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