Pára
de choramingar na beira da ladeira,
fera.
Remineralizar
pra ressintetizar
pedra
requebrada toda pela britadeira.
<>
Queira
desantropizar a tripa da toupeira,
fera.
Despersonalizar
pra não desmaquiar
cara
mascarada toda pela choradeira.
<>
Pára
de escarafunchar o furo da madeira:
zera pra reconstruir.
Fera,
pára, recupera,
mata toda espera,
aterra em ti.
<>
Pára
de desfibrilar a fibra da matéria,
fera.
Desmemorializar
pra recomemorar
mora
na morada nova a espreguiçadeira.
<>
Pára
de escarafunchar o furo da madeira:
zera pra reconstruir.
Fera,
pára, recupera,
mata toda espera,
aterra em ti.
Aterra em ti.
Aterra em ti.
Aterra.
<>
(Letra de faz uns dois anos para uma canção de Heitor Dantas – registre-se.)
Ricardo Sangiovanni escreve aos domingos

1 comentário
Comments feed for this article
março 8, 2013 7:19 pm às 19:19
rosanamilliman
Boa, Alex! Assim como eu sempre achei esquisito Ayrton Senna ser chamado de “herói”. “Herói” por quê?