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Como todo centro de cidade, o movimento é intenso e constante. Mas aquele vai-e-vem de pedestres, metrôs de superfícies, poucos carros e muitas bicicletas produz um silêncio raro, um silêncio movimentado. Estamos em Amsterdã numa tarde de segunda-feira do verão europeu.

A capital da Holanda tem muito mais do que coffee shops com venda legalizada de cannabis, lojas especializadas em produtos alucinógenos e o famoso Red Light District com vitrines de mulheres semi-nuas.

Essa pequena capital européia tem uma onda muito particular e é exatamente esse silêncio vibrante que a faz única.

Uma mãe pedala e empurra um carrinho de madeira adaptado com o par de gêmeos, a estudante não se importa em manejar de saia, uma senhora carrega as compras no cesto da frente, um engravatado passa a toda velocidade ao lado de um senhor que conduz tranquilo, no tempo de quem desfruta o simples passar do tempo.

E tudo isso sob o menor ruído possível, nem por isso aborrecido.

Um caminhão vermelho sem carroceria passa para quebrar a tranqüilidade e todos olham, incomodados, para o estranho objeto. É uma estranha publicidade, ninguém ousaria passar por ali com aquele mostrengo.

As vias são feitas para bicicletas e pedestres. Nada de grandes e largas avenidas ligando pontos distantes.

Sob as árvores do Vondelpark, ouve-se o som das águas tranqüilas de um entre centenas de canais que contam a cidade. Para quem pedala, uma distração pode causar um acidente grave. Se é turista e teve o saque de alugar uma bike, ande pela direita e sinalize as mudanças de direção.

Existem as regras de trânsito para o povo do pedal.

Um senhor bebeu demais e o rapaz que vinha a toda velocidade não teve tempo de frear. Atropelo. Sorte dele que não foi daqueles veículos modelo família que carregam dois carrinhos de crianças.

Um rapaz que trabalhava no computador desde a janela de sua casa-barco num dos canais da cidade presenciou a cena. Aliás, essa é outra atração do cotidiano estranhamente normal de Amsterdã. Muita gente vive em em barcos adaptados, em todos os estilos – mansões e casebres –, alguns até com varanda decorada no terraço.

No fim de semana que estive lá, houve show do Prince, de surpresa, convocado por redes sociais na internet. Fui conferir, de fora, e, ao terminar o concerto, não houve um mortal que saísse motorizado. Impressionante!

Todos ciclistas a fazer desaparecer de repente aquela aglomeração de metais e selins, todas elas bicicletas velhinhas, mas estilosas, diferentes das super-potentes mountain bikes.

Vítor Rocha escreve aos sábados

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